Sessões Especiais

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14-05-2019 até 11-06-2019, no Teatro Municipal Campo Alegre

Ciclo de cinema comentado: “A ideia de Idade Média no cinema: entre filosofia e estética”

14 Maio, 21h, ALEXANDRE NEVSKY, de Serguei Eisenstein (1938)
Comentado por José  Meirinhos
 
21 Maio, 21h, ANDREI RUBLEV, de Andrey Tarkovsky (1966)
Comentado por Una Popović
 
28 Maio, 21h, O SÉTIMO SELO, de Ingmar Bergman (1957)
Comentado por Joana Gomes
 
4 Junho, 21h, A FONTE DA VIRGEM, de Ingmar Bergman (1960)
Comentado por Mário Rosas
 
11 Junho, A VINGANÇA DE MICHAEL KOHLHAAS, de Arnaud des Pallières (2013)
Comentado por Vítor Guerreiro

 

A estética é um aspecto importante do modo como formamos concepções do mundo. Como representamos para nós uma época, modo de vida, sistema de crenças, ou uma sociedade no seu todo, exprime-se, em grande medida, por valorações estéticas, em continuidade com todos os nossos actos valorativos: a que damos maior importância na ideia de uma vida boa, o que temos propensão a descrever como grandioso, fútil, cinzento, anémico ou inspirador, o que se ajusta ou não. Tal como o conceito do estético foi introduzido na linguagem para descrever uma dimensão das nossas vidas a que não é fácil traçar os contornos ou ver dom clareza, a ideia de Idade Média foi introduzida num período histórico específico para descrever cerca de mil anos de história humana no continente europeu, como se esse conceito descrevesse uma só coisa, em continuidade. A arte (e a filosofia da arte) do nosso tempo é herdeira, não só das conquistas desse lato período da história, como dos preconceitos decorrentes da própria ideia de “medieval”. Findos os entusiasmos com uma ideia áurea da antiguidade clássica, uma ideia de idade média e de um regresso a valores desprezados pelas chamadas “Luzes” serviu como material para exprimir ideias novas, quando o particular, o nacional, o mito e o misticismo se substituíram aos ideais de universalidade e um optimismo irrestrito nos poderes da razão humana. O que pretendemos explorar neste ciclo de filmes é precisamente isso: não a reconstrução da realidade histórica medieval, mas o modo como uma ideia de idade média funciona como o veículo ou medium mais ajustado à expressão de uma certa visão estética ou artística, neste caso, na arte cinematográfica.
Vítor M. Anjos Guerreiro


Bilhetes: 5 euros | Tripass + FLUP: 4 euros | M/12
 
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