Agosto de Jorge Silva Melo
Agosto
1988 - Portugal - Data de estreia: 10-05-1991
Com: Christian Patey, Olivier Cruveiller, Marie Carré, Manuela de Freitas, Pedro Hestnes, José Nascimento e Rita Blanco

Enquanto Portugal continua envolvido na guerra em África, Carlos, um violoncelista, passa as férias de Verão na praia com um casal amigo, Alda e Dário. O mundo parece-lhes distante e os três vão experimentar ritos de amizade e solidão.

Folha de Sala

Festivais e Prémios:

Festival de San Sebastian, em Competição

 

Biografia do realizador:

Jorge Silva Melo nasceu em Lisboa a 7 de Agosto de 1948. Entre 1966 e 1969, foi crítico em várias publicações como O Tempo e o ModoA Capital e o Jornal de Letras e Artes. No mesmo período, foi assistente de realização da curta-metragem Sophia de Mello Breyner Andersen, de João César Monteiro, estreando-se como actor, em 1969, na peça O anfitrião. Em 1969/70, vai para Londres estudar cinema com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Nesse período é director de produção do filme Quem espera por sapatos de defunto morre descalço, de João César Monteiro. Entre 1971 e 1974, é assistente de realização em Pousada das Chagas, de Paulo Rocha, Perdido por cem, de António Pedro Vasconcelos, e Brandos costumes, de Alberto Seixas Santos. Funda, em 1973, com Luís Miguel Cintra O Teatro da Cornucópia. Neste grupo é encenador e actor, interpretando sucessivamente: O misantropo (1973) de Moliére,  A ilha dos escravos e A herança (1974) de Marivaux, Terror e miséria no III Reich (1974) de Bertold Brecht, Pequenos burgueses (1976) de Gorki, Ah Kiu (1976) de B. Chartreux e de J. Jourdheuil, Tambores da noite (1976) de Bertold Brecht, Woyzeck (1978) de Buchner, E não se pode exterminá-lo? (1979) de Karl Valentim. Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. Em 1995, funda a sociedade Artistas Unidos. É responsável pela dramaturgia, encenação e direcção artística de António, um rapaz de Lisboa. É autor de peças como Seis rapazes, três raparigas; Prometeu e Num país em que não querem defender os meus direitos, eu não quero viver. Realizou as longas metragens Passagem ou A Meio Caminho (1980); AGOSTO (1988); Coitado do Jorge (1993) e ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA (2002); e documentários como A. Palolo - Ver o Pensamento a Correr (1995); Joaquim Bravo, Évora, 1935 ETC. ETC. Felicidades (1999) e, mais recentemente, AINDA NÃO ACABÁMOS: COMO SE FOSSE UMA CARTA (2016). Jorge Silva e Melo traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.

 

Info:

Género: Drama
Duração: 1h 37min
Classificação: M/12

Ficha Técnica:

Realização – Jorge Silva Melo
Argumento – Philippe Arnaud, Jorge Silva Melo
Direcção de fotografia - Acácio de Almeida
Montagem – Claire Simon
Música – José Mário Branco
Produção – Paulo Branco, Patrick Sandrin