Ainda Não Acabámos: Como se fosse uma carta de Jorge Silva e Melo
Ainda Não Acabámos: Como se fosse uma carta
2016 - Portugal - Data de estreia: 08-02-2016
Com: Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Jean Jourdheuil, Spiro Scimone, Elmano Sancho, Manuel Wiborg, Isabel Muñoz Cardoso, Sylvie Rocha, Fernando Lemos, Jorge Martins, João Pedro Mamede, José Medeiros Ferreira, Pedro Carraca, João Meireles, Vânia Rodrigues, Maria João Pinho, Maria João Luís, Miguel Borges, Pedro Gil, Rita Brütt, Rúben Gomes, Sofia Areal

Com produção dos Artistas Unidos e realização de Jorge Silva Melo (fundador e director artístico da companhia, além de encenador e dramaturgo), um documentário que atravessa meio século e inclui depoimentos de muitos dos que se foram cruzando com o realizador – Álvaro Lapa, Jean Jourdheuil, Spiro Scimone, Jorge Martins, José Medeiros Ferreira, Manuel Wiborg, Fernando Lemos, Luiza Neto Jorge, Sofia Areal –, bem como a participação de Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Isabel Muñoz Cardoso, Sylvie Rocha, João Pedro Mamede, Pedro Carraca, João Meireles, Vânia Rodrigues, Maria João Pinho, João Aboim, Maria João Luís, Miguel Borges, Pedro Gil, Rita Brütt, Rúben Gomes, etc.

Nas palavras de Silva Melo, este é um filme "como se fosse uma carta” aos que, contra todas as adversidades, se tornaram actores. "Sou eu que escrevo esta carta (...), sim, sou eu. Não tanto para falar de mim, mas do que me prometeram, daquilo que perdi, daquilo que consegui continuar (…). O mundo que imaginei meu seria assim, simples, sem enfeites. Foi o que me prometeram tantos dos que vieram antes de mim. Visito aqui os locais – nem todos – que me disseram seriam os da minha vida (…). Em Lisboa, ou em Paris, onde trabalhei e onde me sinto em casa. Ou Roma onde não cheguei a instalar-me. Lembro muita gente que me contou o mundo – mas nem todos… É uma carta. Ou... É um auto-retrato (auto-filme? auto-golo) comigo de costas: para que quem veja, veja o que eu vejo. Aquilo que vejo (vi, verei) será aquilo que sou? Mas é uma carta, é a ti que quero contar, a ti, rapaz que quiseste ser actor."

 

Biografia do realizador:

Jorge Silva Melo nasceu em Lisboa a 7 de Agosto de 1948. Entre 1966 e 1969, foi crítico em várias publicações como O Tempo e o ModoA Capital e o Jornal de Letras e Artes. No mesmo período, foi assistente de realização da curta-metragem Sophia de Mello Breyner Andersen, de João César Monteiro, estreando-se como actor, em 1969, na peça O anfitrião. Em 1969/70, vai para Londres estudar cinema com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Nesse período é director de produção do filme Quem espera por sapatos de defunto morre descalço, de João César Monteiro. Entre 1971 e 1974, é assistente de realização em Pousada das Chagas, de Paulo Rocha, Perdido por cem, de António Pedro Vasconcelos, e Brandos costumes, de Alberto Seixas Santos. Funda, em 1973, com Luís Miguel Cintra O Teatro da Cornucópia. Neste grupo é encenador e actor, interpretando sucessivamente: O misantropo (1973) de Moliére,  A ilha dos escravos e A herança (1974) de Marivaux, Terror e miséria no III Reich (1974) de Bertold Brecht, Pequenos burgueses (1976) de Gorki, Ah Kiu (1976) de B. Chartreux e de J. Jourdheuil, Tambores da noite (1976) de Bertold Brecht, Woyzeck (1978) de Buchner, E não se pode exterminá-lo? (1979) de Karl Valentim. Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. Em 1995, funda a sociedade Artistas Unidos. É responsável pela dramaturgia, encenação e direcção artística de António, um rapaz de Lisboa. É autor de peças como Seis rapazes, três raparigas; Prometeu e Num país em que não querem defender os meus direitos, eu não quero viver. Realizou as longas metragens Passagem ou A Meio Caminho (1980); AGOSTO (1988); Coitado do Jorge (1993) e ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA (2002); e documentários como A. Palolo - Ver o Pensamento a Correr (1995); Joaquim Bravo, Évora, 1935 ETC. ETC. Felicidades (1999) e, mais recentemente, AINDA NÃO ACABÁMOS: COMO SE FOSSE UMA CARTA (2016). Jorge Silva e Melo traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.

 

Info:

Género: Documentário
Duração: 57min
Classificação: M/12

Ficha Técnica:

Realização - Jorge Silva Melo
Argumento - Jorge Silva Melo
Direcção de fotografia - José Luís Carvalhosa
Montagem - Miguel Aguiar e Vítor Alves
Som - Armanda Carvalho
Produção - Artistas Unidos