António, Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo
António, Um Rapaz de Lisboa
2002 - Portugal - Data de estreia: 18-01-2002
Com: Manuel Wiborg, Lia Gama, Sylvie Rocha, Isabel, Marco Delgado e Ivo Canelas

ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA é o retrato de António, rapaz de Lisboa, nem rico nem pobre, nem desempregado nem empregado, nem delinquente nem enquadrado na vida social. Um rapaz que tenta sobreviver nos meandros da capital. António (Manuel Wiborg) tem quase 30 anos, não acabou o liceu, vive com um irmão na periferia da cidade, trabalha aqui e ali. Os pais estão separados e a mãe, Carmen (Lia Gama), envelhece sozinha. António vai e vem entre duas mulheres: uma mais velha, Teresa, com quem teve um filho, outra, Ana (Sylvie Rocha), que conheceu no metropolitano e com quem tenta recomeçar uma vida que nunca mais se endireita. São dias de indecisão, anos em que António se arrasta sem se definir numa Lisboa em obras. As paragens de autocarro, as entrevistas para arranjar emprego, os cafés sujos, o metro à noite, os centros comerciais de bairro, as lojas de fotocópias, os arrumadores de automóveis, os hospitais, um encontro à chuva, as creches onde se colocam os filhos, a dura ressaca, o Corte Inglês, as cervejarias onde se mata o tempo... "António, Um Rapaz de Lisboa" foi inicialmente um espectáculo de teatro estreado em 18 de Setembro de 1995, no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, e que viria a ser reposto em Abril de 96 no Cinema Tivoli com produção do Teatro Nacional D. Maria II. O filme conta ainda com as interpretações de Paulo Claro, Isabel Muñoz Cardoso, Joana Bárcia, Ivo Canelas, Miguel Borges e Glicínia Quartim.

Folha de Sala

Biografia do realizador:

Jorge Silva Melo nasceu em Lisboa a 7 de Agosto de 1948. Entre 1966 e 1969, foi crítico em várias publicações como O Tempo e o ModoA Capital e o Jornal de Letras e Artes. No mesmo período, foi assistente de realização da curta-metragem Sophia de Mello Breyner Andersen, de João César Monteiro, estreando-se como actor, em 1969, na peça O anfitrião. Em 1969/70, vai para Londres estudar cinema com o apoio de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Nesse período é director de produção do filme Quem espera por sapatos de defunto morre descalço, de João César Monteiro. Entre 1971 e 1974, é assistente de realização em Pousada das Chagas, de Paulo Rocha, Perdido por cem, de António Pedro Vasconcelos, e Brandos costumes, de Alberto Seixas Santos. Funda, em 1973, com Luís Miguel Cintra O Teatro da Cornucópia. Neste grupo é encenador e actor, interpretando sucessivamente: O misantropo (1973) de Moliére,  A ilha dos escravos e A herança (1974) de Marivaux, Terror e miséria no III Reich (1974) de Bertold Brecht, Pequenos burgueses (1976) de Gorki, Ah Kiu (1976) de B. Chartreux e de J. Jourdheuil, Tambores da noite (1976) de Bertold Brecht, Woyzeck (1978) de Buchner, E não se pode exterminá-lo? (1979) de Karl Valentim. Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. Em 1995, funda a sociedade Artistas Unidos. É responsável pela dramaturgia, encenação e direcção artística de António, um rapaz de Lisboa. É autor de peças como Seis rapazes, três raparigas; Prometeu e Num país em que não querem defender os meus direitos, eu não quero viver. Realizou as longas metragens Passagem ou A Meio Caminho (1980); AGOSTO (1988); Coitado do Jorge (1993) e ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA (2002); e documentários como A. Palolo - Ver o Pensamento a Correr (1995); Joaquim Bravo, Évora, 1935 ETC. ETC. Felicidades (1999) e, mais recentemente, AINDA NÃO ACABÁMOS: COMO SE FOSSE UMA CARTA (2016). Jorge Silva e Melo traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.

 

Info:

Género: Drama
Duração: 1h 56min
Classificação: M/12

Ficha Técnica:

Realização – Jorge Silva Melo
Argumento – Jorge Silva Melo
Direcção de fotografia - José Luís Alcaine
Montagem - Nelly Quettier
Música - Jorge Palma
Som - Emídio Buchinho
Produção - José Mazeda e Andrés Santana