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Graças a Deus de François Ozon
Grâce à dieu
2019 - França, Bélgica - Data de estreia: 12-12-2019
Com: Melvil Poupaud, Denis Ménochet, Swann Arlaud

Alexandre vive em Lyon com a sua esposa e filhos. Um dia descobre que o padre que o abusara quando era escuteiro ainda se encontra a trabalhar com crianças. Decide tomar uma atitude, de forma a quebrar o silêncio relativamente aos crimes do padre, com o apoio de François e Emmanuel, que descobre serem também vítimas. Baseada nos casos reais de abuso no seio da Igreja Católica, esta é uma história cuja urgência se traduz num drama sóbrio, mas poderoso.

A partir de um caso real, François Ozon assina ao mesmo tempo um enorme filme político, interrogando a sociedade, e um retrato justo de homens frágeis mas nunca fracos.
Pierre Charpilloz, Band à Part ★★★★★
 
François Ozon demonstra, a cada filme, que é um dos melhores cineastas franceses com a sua arte de se apoderar de um assunto, muitas vezes da sua autoria. Está na linha de um Chabrol, de um Truffaut, de um Sautet, quando dão o melhor de si mesmos, com é o caso deste filme. Graças a Deus.
Jacky Bornet, Culturebox - France Télévisions ★★★★★
 
É difícil escrever “magnífico”, “formidável”, “genial”, tendo em conta o assunto do filme. Mas o filme é isso mesmo.
Eric Libiot, L' Express ★★★★★

O assunto do filme é de tal maneira forte que a mise en scène parece invisível; mas não deixa de ser magistral. De uma história de segredos onde a palavra é primordial, Ozon constrói um filme sobre a palavra, a sua construção, a sua repressão, a sua libertação e … a sua perversão: Mankiewicz e Rohmer não o renegariam.
Stéphane Goudet, Positif ★★★★★
 
Além de uma crónica sensível de um drama colectivo, François Ozon executa na perfeição um filme político.
Thomas Sotinel, Le Monde ★★★★

Festivais e Prémios:

Grande Prémio do Júri – Festival Internacional de Cinema de Berlim

Biografia do realizador:

Nascido em Paris em 1967, François Ozon é um realizador de cinema e argumentista francês cujos filmes se caracterizam frequentemente por uma perspicácia satírica aguda e uma visão liberal da sexualidade humana. Ozon alcançou um grande reconhecimento internacional com os seus filmes 8 Femmes (2002) e Swimming Pool (2003) e, em 2014, admitiu que lhe era mais fácil projetar-se em personagens femininas, em entrevista sobre o seu filme Young and Beautiful (2013). Atualmente, Ozon é considerado um dos mais importantes realizadores franceses da nova “Nouvelle Vague”.