Um Divã Em Nova Iorque de Chantal Akerman
Un Divan À New York
1996 - EUA - Data de estreia: 27-06-1997
Com: Juliette Binoche, Paul Guylfoile, Richard Jenkins, Wiliam Hurt

A meio caminho entre a comédia romântica e a "screwball". Desta vez o que se troca são os estilos de vida. William Hurt, psicanalista americano, procura a "diferença" em Paris. Juliette Binoche anda atrás da "novidade" em Nova Iorque.

“Akerman vai construir uma projecção dupla, um sonho de cinema, um cinema de sonho. (…) O género [comédia] sai revitalizado, o olhar de Akerman profundamente renovado e o espectador animado. Mais ainda, é agradável ver uma actriz tão dotada como Juliette Binoche de outra forma que não num filme de época (O Hussardo no Telhado) ou como ícone kieslowskiano (Azul). Mais um ponto favorável para este filme tremendamente sedutor.” Les Inrockuptibles

“Com cinematografia de Dietrich Lohmann, tem uma sofisticação visual notável, e a banda sonora, que inclui muita música de violoncelo, de Sonia Wieder-Atherton (que já trabalhou vários filmes de Akerman) tem uma extrema subtileza” New York Times

Folha de sala

 

Festivais e Prémios:

Selecção Oficial - Festival Internacional de Cinema de Roterdão 1996

Biografia do realizador:

Chantal Anne Akerman (1950-2015), escritora e realizadora nascida em Bruxelas, realizou cerca de 50 filmes, dos 18, Saute Ma Ville, aos 65 anos, No Home Movie. Com 25 anos, Akerman realizou Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles, filme considerado obra-prima fundamental da história do cinema moderno. A filmografia da realizadora belga deambula entre a ficção e o documentário, sendo que o seu multifacetado trabalho revela como estas são fronteiras permeáveis e é revelador da necessidade vital de filmar de Akerman em que confluem o seu percurso pessoal e artístico, os conflitos da História, a autobiografia e o espaço doméstico. Uma das temáticas mais recorrentes nos seus filmes, instalações artísticas e escrita é a relação entre mãe, Natalia, e filha, Chantal (temática explícita em No Home Movie, o último filme de Akerman). A escrita é essencial no cinema de Chantal Akerman, não só pela qualidade literária dos guiões que escreve, mas também porque alguns dos seus filmes partem do romance e do conto. A CATIVA é um exemplo claro disso. 
Uma das primeiras cineastas a interceptar cinema e artes plásticas, Chantal Akerman atravessa múltiplos territórios no seu trabalho não só para reflectir sobre a sua história (e a do povo judaico), mas também sobre a história do cinema, explorando os seus mais variados géneros, passando por Bruxelas, Nova Iorque e Paris em colaboração com profissionais como a montadora Claire Atherton e o produtor Paulo Branco (A CAPTIVA e Demain on Déménage).

Info:

Género: Comédia, Romance
Duração: 1h49
Classificação: M/12

Ficha Técnica:

Realização – Chantal Akerman
Argumento – Chantal Akerman, Jean-Louis Benoît
Direcção de fotografia – Dietrich Lohmann
Montagem – Claire Atherton
Música – Sonia Wieder-Atherton
Produção – Les Films Balenciaga
Produtores – Diana Elbaum, Régine Konckier, Robin O'Hara, Jean-Luc Ormière, Jacqueline Pierreux, Ingrid Windisch