15-05-2019

Jean-Claude Brisseau Homenageado nos Fins-de-Semana do Cinema Monumental

Jean-Claude Brisseau (1944-2019), autor de uma distinta obra no panorama do cinema francês, “romântica e erótica, filosófica e sensual”, entre o melodrama ou o cinema comprometido, irrigada pelo surreal e pelo fantástico (“Eu creio que há coisas por detrás das coisas. E é isso que o cinema deve mostrar”, dizia ele numa das suas últimas entrevistas), faleceu no último sábado.

A Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, que de há anos a esta parte têm acompanhado a sua obra e distribuído e exibido os seus filmes [fomos o primeiro país a estrear, no ano passado, o último deles, Que o Diabo nos Carregue (2017)] vão prestar homenagem, nos fins-de-semana do Monumental do mês de Junho, a este cineasta singular, un garçon de nulle part, como lhe chamava o Le Monde no seu obituário, em referência ao título de um dos seus últimos filmes, que viria a ganhar o Leopardo de Ouro em Locarno. Um rapaz aparecido, subitamente, de parte nenhuma, que, vindo de um meio modesto, seria “descoberto”, num pequeno festival de cinema amador, por Eric Rohmer, que lhe abriria outras portas.

  15-05-2019

Colecção Cinema Francês – Volume III - JÁ À VENDA!

Volume III da Colecção Cinema Francês dá-nos a oportunidade de ver e rever Max Ophüls Jacques Becker, com 4 obras primas em versões digitais restauradas: MADAME DE…  e O PRAZER de Max Ophüls e AQUELA LOURA e O ÚLTIMO GOLPE de Jacques Becker.

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  14-05-2019

Tributo a Paul Newman

As sessões “Cineclube” de Maio, aos domingos à noite, prestam tributo a PAUL NEWMAN, actor e realizador, figura cimeira do cinema de Hollywood no século XX. Podemos dizer que o seu trabalho como actor é sobejamente conhecido, mas os filmes raramente são exibidos em sala e esta é uma oportunidade única para os vermos; no entanto, a sua breve filmografia como realizador, ainda mais difícil de se ver, faz dele um dos grandes autores do cinema americano. 

Vamos ver um dos filmes que realizou, RACHEL, RACHEL (1968), com Joanne Woodward, a sua mulher; e duas obras-primas como actor: VÍCIO DE MATAR / THE LEFT HANDED GUN (1958), de Arthur Penn (sobre o qual Ruy Belo escreveu o belíssimo poema, donde retiramos estes versos: “Para onde há-de ir billy the kid? / Billy não sabe para onde há-de ir / […] Mata inimigos e mata amigos / Viver é para ele matar / Procura um refúgio mas nunca sabe / onde se há-de refugiar”), e A VIDA É UM JOGO / THE HUSTLER (1961), de Robert Rossen, que encerra a programação de Maio.

  14-05-2019

Ciclo “À VOLTA DA LOUCURA”

O Ciclo “À Volta da Loucura”, iniciado em Abril, complementa os Fins-de-Semana Monumental de Maio com a exibição de dois filmes: EM BUSCA DA VERDADE, de Ingmar Bergman, vencedor do Óscar para Melhor Filme Estrangeiro, em 1962, e do prémio OCIC do Festival Internacional de Berlim, no mesmo ano.
O filme de Bergman abraça a temática do ciclo, retratando Karen, que sendo vista como doente mental, convalesce na casa de praia da sua família, onde os homens na sua vida dificilmente percebem o sustento emocional que uma mulher confusa e delirante pode exigir.

Em VÍCIO DE MATAR, Arthur Penn traz-nos uma versão cinematográfica da vida do mitológico fora da lei do oeste americano Billy the Kid. VÍCIO DE MATAR é a primeira longa-metragem de Penn a partir da adaptação de uma peça de Gore Vidal, focada num retrato psicológico da personagem. O filme ofereceu a Paul Newman um dos seus primeiros grandes papéis.

  13-05-2019

Rever Sérgio Tréfaut

Nos Fins-de-Semana Monumental de Maio vamos rever os filmes de SÉRGIO TRÉFAUT: o documentário LISBOETAS (2004), um fenómeno de popularidade na sua estreia em sala, sobre a vaga de imigração que mudou Portugal no virar do século e trouxe “novos lisboetas” à cidade de Lisboa, para ver domingo, 19 de Maio, às 16H30; e, a 26 de Maio, às 18H30, numa sessão, em que o realizador e actores conversarão com o público, VIAGEM A PORTUGAL (2011), a sua primeira longa de ficção, com interpretações sublimes de Maria de Medeiros e Isabel Ruth.