02-10-2018

Conversa à pala de Walsh, HAPPY HOUR: HORA FELIZ - 13 de Outubro, às 21h45, Espaço Nimas

HAPPY HOUR: HORA FELIZ, o tríptico japonês, aclamado pela crítica, estreia em exclusivo pela Leopardo Filmes.  Dividido em três partes, este épico moderno de Ryusuke Hamaguchi deixa a sua marca indelével pela forma profunda e rica como aborda questões como a do desencantamento amoroso e as ressonâncias da amizade na narrativa do quotidiano feminino. Quatro mulheres, três casadas, uma divorciada – ou assim parece ser. Um caso de divórcio difícil, um desaparecimento, muita intriga. Uma obra de cinema moderno, de estilo rigoroso, detalhado e meditativo, atravessando personagens, lugares e o próprio espaço da ilusão das relações humanas, lembrando o cromatismo afectivo do Destino de um Mizoguchi, a mística feminina de um Ozu, a simplicidade fluida de um Kore-eda ou a forma exaustiva no tratamento dos diálogos de um Rohmer, esta longa-metragem de cinco horas e um quarto, que é já um sucesso em França, é um coup de coeur onde Hamaguchi ganha cada fracção do nosso tempo que parece imergir pela vividez e frescura da narrativa. 

Nesta sessão contamos com a presença dos walshianos Inês N. Lourenço, Luís Mendonça e Miguel Patrício, que falarão sobre o filme.

  02-10-2018

Última Oportunidade: Cinema Francês - Os Grandes Mestres 1930-1960

O meu pai tinha razão: dois homens em Manhattan, depois o crime do Sr. Langue. Veneno? Uma misteriosa Madame de... olhos sem rosto, um carteirista. Depois aquela loura, o prazer, Helena e os homens no french can-can com a mulher do padeiro e a filha do poceiro... O último golpe!

ÚLTIMA OPORTUNIDADE
Ciclo de cinema Francês: Os Grandes Mestres (1930-60, "Os padrinhos" da Nouvelle Vague)
04 Out. a 17 de Out. no Cinema Monumental

  27-09-2018

Antestreia: O CADERNO NEGRO de Valeria Sarmiento - 8 de Outubro às 21h30

O Caderno Negro, a mais recente produção de Paulo Branco (co-produção Leopardo Filmes e Alfama Films) é a nova longa-metragem da realizadora chilena Valeria Sarmiento. Filmado na mágica vila de Sintra e em Lisboa, esta espécie de prequela de Os Mistérios de Lisboa, conta a intrigante história do singular par formado por um pequeno órfão, de origens misteriosas, e da sua jovem ama italiana. O argumento, adaptado do romance de Camilo Castelo Branco, é de Carlos Saboga.

  26-09-2018

Happy Hour: Hora Feliz - Sessão Especial de Estreia – 4 de Outubro, 21h45, Espaço Nimas

HAPPY HOUR: HORA FELIZ é um épico, de inquestionável profundidade e riqueza, sobre o desencantamento amoroso e as ressonâncias da amizade na narrativa do quotidiano feminino. Quatro mulheres, três casadas, uma divorciada – ou assim parece ser. Um caso de divórcio difícil, um desaparecimento, muita intriga. Uma obra de cinema moderno que marca pelo seu estilo rigoroso, detalhado e meditativo, atravessando personagens, lugares e o próprio espaço da ilusão das relações humanas, lembrando o cromatismo afectivo do Destino de um Mizoguchi, a mística feminina de um Ozu, a simplicidade fluida de um Kore-eda ou a forma exaustiva no tratamento dos diálogos de um Rohmer, esta longa-metragem de cinco horas e um quarto, que é já um sucesso em França, é um coup de coeur onde Hamaguchi ganha cada fracção do nosso tempo que parece imergir pela vividez e frescura da narrativa. O filme é composto de 3 partes, a primeira parte será exibida na estreia, dia 4 de Outubro, 21h45, Espaço Nimas, numa sessão especial, que contará com uma conversa com as seguintes convidadas: Cláudia Varejão (cineasta), Rita Taborda Duarte (escritora), Sónia Baptista (actriz, performer) e Teresa Coutinho (actriz).

  24-09-2018

PRIMAVERA TARDIA, de Yasujiru Ozu já está em DVD

Já está em DVD uma das obras-primas do cinema de sempre Primavera Tardia, de Yasujiro Ozu, que inaugura o período final da obra deste cineasta. É a partir daqui que no seu cinema a trama narrativa se torna rarefeita e o estilo visual se depura ao máximo: raríssimos movimentos de câmara, ausência total de panorâmicas, sequências ligadas unicamente por cortes e a celebérrima posição da câmara (a "câmara Ozu"), como bem nota Paul Schrader (que estará presente nesta edição do Leffest, Lisbon & Sintra Festival, em lisboa): “A câmara de Ozu está sempre ao nível de uma pessoa sentada de forma tradicional, no seu tatami, cerca de um metro acima do solo”. Um dgressão pela melancolia filmada no mais alto grau de perfeição.