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03-04-2018

Amor & Intimidade – Sessão: Hiroshima, Meu Amor

O ciclo comentado Amor & Intimidade continua no próximo dia 4 de Abril, quarta-feira, pelas 19h15 no Espaço Nimas em Lisboa, com a exibição de Hiroshima, Meu Amor (1959) de Alain Resnais.

A sessão contará com um debate entre António Pinto Ribeiro (professor, programador cultural e escritor) e Liliana Rosa (investigadora FCSH/NOVA); a moderação será de Cláudia Madeira (professora e investigadora FCSH/NOVA), uma das curadoras deste ciclo.

HIROSHIMA MEU AMOR
de Alain Resnais
argumento e diálogos de Marguerite Duras
com Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Bernard Fresson

Festival de Cannes 1959, Selecção Oficial Fora de Competição > Prémios FIPRESCI e da
Sociedade de Escritores de Cinema e Televisão

«Na edição de Julho de 1959 dos “Cahiers du Cinéma”, Rohmer afirmou que, no espaço de algumas décadas, “Hiroshima, Meu Amor” poderia vir a ser definido como “o primeiro filme moderno do cinema sonoro”. Exagero ou não, uma coisa é certa: a modernidade do filme não envelheceu uma ruga (quantos cineastas teriam a coragem de fazer, hoje, o que Resnais fez em 1959’), e a sua capacidade de interrogar um tempo que ainda é o nosso, essa permanece intacta. O que só pode querer dizer que “Hiroshima, Meu Amor” é, já, um clássico absoluto.»
Vasco Baptista Marques, Expresso ★★★★★

«Jean-Luc Godard: Até hoje, sempre se considerou HIROSHIMA do ponto de vista de Emannuelle Riva. A primeira vez que vi o filme, considerei-o pelo contrário do ponto de vista do japonês. Aqui está: um tipo que dorme com uma rapariga. Não há nenhuma razão para que isso continue toda a vida. Mas ele diz: “Sim, há uma razão.” E tenta convencer a rapariga a continuar a dormir com ele. E eis um filme que começa, cujo tema seria: será que se pode recomeçar a amar?»
Cahiers du Cinéma, nº 97, Julho de 1959.

«Pierre Kast: Digamos então que foi Marguerite Duras quem desempenhou o papel de catalisador entre o documentário e o romance, entre a ciência e a ficção. Há muito que Resnais pensava num filme romanceado.
[…]
Jean-Luc Godard: Creio que Resnais filmou o romance que todos os romancistas franceses […] tentam escrever.
Pierre Kast: Já houve muitos filmes que retomaram as leis de composição do romance. HIROSHIMA vai mais longe. Estamos em plena reflexão sobre o romance. A passagem do presente para o passado, a persistência do passado no presente já não são aqui comandados pelo tema, pela intriga, mas por puros movimentos líricos. Na verdade, em Hiroshima, é o próprio conflito entre a intriga e o romance que é evocado.»
Cahiers du Cinéma, nº 97, Julho de 1959 (traduzido no catálogo Alain Resnais, Cinemateca Portuguesa, 1992)

 

Organização: Cluster Photography and Film Studies – Instituto de História da Arte da FCSH-NOVA, Medeia Filmes e Leopardo Filmes
Curadoria: Bruno Marques, Cláudia Madeira, Luís Mendonça, Mariana Gaspar e Sabrina D. Marques.
 

Bilhetes: 5 euros | Classificação: M/12