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30-01-2018

Ciclo JEAN-CLAUDE BRISSEAU [entre o medo e a beleza, uma questão do cinema]

Como escrevia Luís Miguel Oliveira no jornal Público aquando da estreia de A Rapariga de Parte Nenhuma (2012, Leopardo de Ouro no festival de Locarno) “Jean-Claude Brisseau é um dos mais singulares cineastas franceses contemporâneos”. Essa obra singular, simultaneamente romântica e erótica, filosófica e sensual, entre o melodrama ou o cinema comprometido, viu-se recentemente de novo abalada devido ao súbito cancelamento de uma retrospectiva do realizador que iria decorrer na cinemateca francesa. Entretanto, Brisseau, que com o seu primeiro filme recebeu o Prémio Especial Cinema para a Juventude, em Cannes, que com Coisas Secretas (2002, primeiro “volume” de uma trilogia sobre o erotismo e a natureza do prazer feminino) foi considerado o Cineasta do Ano para a France Culture, acaba de estrear um novo filme: Que le Diable nous emporte, que a Leopardo Filmes distribuirá em Portugal, com data prevista de estreia a 1 de Março.

A Medeia Filmes organiza, de 1 a 7 de Fevereiro, no Teatro Campo Alegre, um ciclo com 4 dos filmes mais recentes de Brisseau: A Rapariga de Parte Nenhuma (no domingo, 4 de Fevereiro, a seguir à sessão das 18h30 haverá um debate sobre “A criação e o artista: como separar a obra do seu criador?”) e a trilogia dos “Tabus do Sexo” (Coisas Secretas, Os Anjos Exterminadores e À Aventura, este último inédito em sala em Portugal).


TEATRO CAMPO ALEGRE
 
Quinta, 1 de Fevereiro - 18h30, 22h
A RAPARIGA DE PARTE NENHUMA (2012)
Sexta, 2 de Fevereiro - 18h30, 22h
COISAS SECRETAS (2002)
Sábado, 3 de Fevereiro ¬- 15h30, 18h30 e 22h
OS ANJOS EXTERMINADORES (2005)
Domingo, 4 de Fevereiro, 15h30, 18h30* e 22h
[* seguido de um debate]
A RAPARIGA DE PARTE NENHUMA (2012)
Segunda, 5 de Fevereiro - 18h30, 22h
À AVENTURA (2009)
Terça, 6 de Fevereiro - 18h30, 22h
COISAS SECRETAS (2002)
Quarta, 7 de Fevereiro - 18h30, 22h
OS ANJOS EXTERMINADORES (2005)
 
Bilhetes: 5 euros (Tripass: 4 euros)


COISAS SECRETAS, de Jean-Claude Brisseau
Festival de Cannes 2003 – Prémio France Culture, Melhor Cineasta Francês do Ano
 
«Grande filme libertino. Brisseau introduz o desejo feminino no poder social e político. É a guerra.»
Francisco Ferreira, Expresso
 
OS ANJOS EXTERMINADORES, de Jean-Claude Brisseau
Festival de Cannes 2006 – Quinzena dos Realizadores
 
«Estamos perto dos quadros que Boticelli pintaria se tivesse sido contemporâneo de Sade.»
Luís Miguel Oliveira, Público
 
«O maestro do sexo simulado, Jean-Claude Brisseau, oferece-nos um conto frequentemente divertido, verdadeiramente excitante e aparentemente autobiográfico.»
Lisa Nesselson, Variety
 
À AVENTURA, de Jean-Claude Brisseau
World Film Festival Montréal 2008
Rotterdam International Film Festival 2009
Moscow International Fil Festival 2009
 
«Diálogos de um rigor e uma clareza inéditos. […] O sucesso sem precedentes de À Aventura, é, acima de tudo […] um argumento exemplar.
Cyril Neyrat, Cahiers du Cinéma
 
«Inquietante e perturbador.»
Jean-Baptiste Morain, Les Inrockuptibles
 
A RAPARIGA DE PARTE NENHUMA, de Jean-Claude Brisseau
Locarno Film Festival – Leopardo de Ouro (Melhor Filme)
 
«Jean-Claude Brisseau regressa com um filme magnífico, A Rapariga de Parte Nenhuma, tão magnífico como simples, discreto, subtil, despido de “ganchos” e outros atributos auto-propagandísticos. […]
Prodigioso na sua construção dramática, com imenso Mahler vindo de nulle part na banda sonora, A Rapariga de Parte Nenhuma é um belíssimo conto outonal, história muito delicada e ao mesmo tempo muito dura de um homem no fim da vida, entre as suas recordações e as suas fantasias, consubstanciadas em cinema, arcaico, alimentado por mitologias várias vindas do fundo dos tempos. Poderoso, emocionante, belíssimo.»
Luís Miguel Oliveira, Público