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13-07-2017

Exibição de VONTADE INDÓMITA celebra Frank Lloyd Wright

Há 150 anos nascia FRANK LLOYD WRIGHT, o «mais célebre arquitecto do mundo». Depois da sessão dupla no Teatro Municipal Rivoli, a Medeia Filmes celebra a efeméride no cinema Medeia Monumental, a 18 de Julho, com a exibição de VONTADE INDÓMITA, de King Vidor, exibido em cópia 35mm. Após o filme, marcado para as 21h30, haverá uma conversa com MANUEL GRAÇA DIAS e PEDRO CABRITA REIS.

VONTADE INDÓMITA (no original, The Fountainhead), considerado muitos anos mais tarde como uma espécie de quintessência da obra de Vidor, é a adaptação do bestseller americano com o mesmo nome, da autoria de Ayn Rand, inspirado na vida do célebre arquitecto americano Frank Lloyd Wright. Antes de iniciar as filmagens, o realizador estudou a fundo a arquitectura de Wright e concebeu um pleno aproveitamento dos seus edifícios. Mas as imposições financeiras do produtor impediram-lhe tais “extravagâncias” e obrigaram-no a utilizar maquetes e a estilização. Como há males que vêm por bem, esse é um dos pontos fortes do filme. Raras vezes no cinema um décor teve uma presença tão forte e, neste caso, podemos mesmo dizer que se torna protagonista. Os arranha-céus de Manhattan pontuam o atelier de Howard Roark (Gary Cooper) ou o jornal de Wynand (R. Massey), vistos através de enormes janelas.

Recapitulando. O personagem principal é um arquitecto, muitas das cenas do filme correspondem a um discurso contemporâneo da arquitectura, e o filme apresenta uma ideia muito específica, e muito discutida, do papel social do arquitecto na sociedade. Depois, e mais que isto, trata-se da liberdade e do papel do criador, os desafios que lança e a oposição da humanidade, a luta sem tréguas que tem de travar, sem alguma vez ceder, olhando sempre em frente, em busca da verdade, o que, se por um lado o torna escravo, é também aquilo que o torna livre, como indivíduo. Isto sintetiza Roark quando, quase no fim, se defende no tribunal: «Ao longo dos séculos alguns homens deram os primeiros passos por novas vias, munidos de nada a não ser a sua própria visão. Os grandes criadores - os pensadores, os artistas, os cientistas, os inventores - sozinhos fizeram frente aos homens do seu tempo. Todas as grandes ideias novas sofreram uma oposição. Todas as grandes invenções foram denunciadas. Mas os homens de visão original seguiram em frente. Lutaram, sofreram e pagaram. Mas ganharam.»

«Quanto mais o tempo passa e quanto mais revejo The Fountainhead, mais me convenço que é essa a obra-prima de Vidor, no essencial de tudo o resto. […] The Fountainhead é o filme da desmedida e da determinação, uma e outra só em termos físicos podendo cabalmente explodir.»
João Bénard da Costa, Os Filmes da Minha Vida/Os Meus Filmes da Vida, Assírio & Alvim

Bilhetes: 5€