Ozu Revisitado

30.06 06.07

Cinema Medeia Nimas - Lisboa

«Se no nosso século ainda houvesse santuários… Se houvesse assim qualquer coisa como o santuário do cinema, isso seria, para mim, a obra do realizador japonês Yasujiro Ozu. [...] 


Os filmes de Ozu contam, com extrema economia de meios e reduzindo-se ao absolutamente necessário, sempre as mesmas histórias simples, sempre sobre as mesmas pessoas, na mesma cidade, Tóquio. Esta crónica de aproximadamente 40 anos esboça a mudança na vida do Japão. Os filmes de Ozu tratam da lenta decadência de uma família nipónica e, com ela, da decadência de uma identidade nacional; não é que eles encarem com horror o novo, o ocidental ou o americano, mas na medida em que lamentam, com uma melancolia distanciada, a perda que, simultaneamente, tem lugar. 


Apesar de absolutamente nipónicos estes filmes são, ao mesmo tempo, universais. Neles pude reconhecer todas as famílias de todo mundo, e também os meus pais, o meu irmão e eu. O cinema, para mim, nunca esteve antes, e jamais desde então, tão próximo do seu propósito: dar uma imagem do homem do século XX, uma imagem útil, verdadeira e válida, em que ele não só se reconheça, mas com a qual possa sobretudo aprender sobre si próprio.»  


Wim Wenders


PRIMAVERA TARDIA de Yasujirô Ozu

A FLOR DO EQUINÓCIO de Yasujirô Ozu

VIAGEM A TÓQUIO de Yasujirô Ozu

O GOSTO DO SAKÉ de Yasujrô Ozu

BOM DIA de Yasujrô Ozu

O FIM DO OUTONO de Yasujirô Ozu

TOKYO-GA de Wim Wenders


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