Undine

de Christian Petzold

com Paula Beer, Franz Rogowski, Maryam Zaree, Jacob Matschenz

  • Undine | 
  • 1h 30min | 
  • M/12 | 
  • 2020

sinopse

“Se me abandonares, vou ter de te matar”, diz a protagonista ao homem por quem está apaixonada quando eles se separam no café da esquina. Mergulhando no reino subtil do sobrenatural, Christian Petzold re-imagina a figura mitológica da ninfa aquática, Ondina, que se torna humana quando se apaixona e morre quando o seu amado a trai, transportando-a para uma história de amor do século XXI. Aqui, Undine é uma historiadora que trabalha no departamento de desenvolvimento urbanístico da cidade de Berlim. Reescrevendo o mito, o filme apresenta uma reflexão sobre a relação entre realidade e ilusão.

  • 2020 | 
  • Drama, Romance | 
  • Longa-metragem | 
  • 1h 30min | 
  • M/12 | 
  • Alemanha

festivais e prémios

Festival de Berlim – Urso de Prata para Melhor Actriz (Paula Beer); Prémio FIPRESCI para Melhor Filme

European Film Award – European Actress (Paula Beer)

LEFFEST - Lisbon & Sintra Film Festival – Selecção Oficial em Competição. Prémio especial do júri para Franz Rogowski pela sua contribuição artística


crítica e imprensa

    • Le Monde
    • Positif
    • Les Inrockuptibles
    • Le Figaro
    • Télérama
  • É um belíssimo filme onde Petzold parece remover do caminho uma parte crucial do seu trabalho habitual (a História, ainda que fique um “resto” na preponderância que no filme tem a história da cidade de Berlim) para ir procurar o coração de tantos dos seus filmes: o melodrama. Aqui, desabridamente mitológico: há água por todo o lado, até no nome da protagonista (a Undine de Paula Beer, que vem de Transit juntamente com Franz Rogowski e parece ser a nova Nina Hoss de Petzold), um espaço de contornos indefinidos entre realidade e fantasia (é lá que a “materialidade” de Berlim se torna decisiva como lastro a segurar o filme) e uma maneira de filmar o par, ou mesmo o casal, que caminha decisivamente para um romantismo cada vez menos distanciado quanto mais se aproxima do fim. É o primeiro “filme de amor” de Petzold.» 

    • Luís Miguel Oliveira, Público

biografia do realizador

Christian Petzold é um realizador alemão conhecido como o mestre moderno do suspense, “herdeiro” de Hitchcock. Em 2000, realizou a sua primeira longa-metragem, The State I am in, um filme sobre um casal de terroristas alemães de esquerda, que venceu vários prémios, incluindo o German Film Award para Melhor Filme. Os seus três filmes seguintes estrearam-se no Festival de Berlim: Wolfsburg (2003), na secção Panorama, onde venceu o Prémio FIPRESCI, Fantasmas (2005) e Yella (2007) na competição oficial. Bárbara (2012) valeu-lhe o prémio de Melhor Realizador no Festival de Cinema de Berlim. Nas obras de Petzold, cineasta da “Escola de Berlim”, são recorrentes personagens que escondem verdades fundamentais sobre si mesmas e que encontram o seu “eu” dividido. Paranóicos e ansiosos, os seus filmes abordam formas de produtividade e individualidade próprias do modelo económico neoliberal, questionando, sem recorrer a clichés, o mundo laboral da “flexibilidade”.

ficha técnica

Paula Beer

Franz Rogowski
Maryam Zaree
Jacob Matschenz


Argumento: Christian Petzold
Director de Fotografia: Hans Fromm
Produção: Anton Kaiser, Florian Koerner von Gustorf, Michael Weber