Ciclo “Um Verão com Maurice Pialat” entra na segunda semana

Prossegue "o grande acontecimento cinéfilo deste Verão", a retrospectiva integral das longas-metragens de Maurice Pialat, com a estreia de mais três obras-primas primorosamente restauradas, em exibição nas salas de cinema Medeia.

Vale a pena antecipar a segunda semana de estreias das cópias digitais (requintadamente) restauradas da filmografia de Maurice Pialat — um cineasta determinante que urge redescobrir, criador de "um cinema esculpido à faca na própria matéria da vida" (Les Inrocks).  São mais três obras-primas que entram em exibição nas salas de cinema nacionais / Medeia, pela mão distributiva da Leopardo Filmes:


AO SOL DE SATANÁS - Sous le soleil de Satan, de Maurice Pialat, com Gérard Depardieu, Sandrine Bonnaire, Alain Artur e Brigitte Legendre. (França, 1987 – 1h38 | M/16)

“Há uma linha ténue entre uma abrasadora seriedade e uma autoparódia sem humor, e AO SOL DE SATANÁS caminha-a corajosamente, transformando Depardieu num receptáculo de pessimismo piedoso ao lado de Sandrine Bonnaire...”

Adam Nayman, The Ringer


— A VIDA ÍNTIMA DE UM CASAL, La Gueule ouverte, de Maurice Pialat, com Monique Mélinand, Philippe Léotard, Hubert Deschamps e Nathalie Baye. (França, 1974 – 1h22 | M/14)

“Um drama naturalista notavelmente sensível, directo, mas complexo e brutalmente honesto sobre a morte.”

Dennis Schwartz


— POLÍCIA – Police, de Maurice Pialat, com Gérard Depardieu, Sophie Marceau, Richard Anconina, Pascale Rocard e Sandrine Bonnaire. (França, 1985 – 1h53 | M/14)

“Adstringentemente naturalista (…) Trabalhando a partir de uma história de Catherine Breillat, Pialat dá vida a uma multidão de personagens em alto-relevo (…)”

Richard Brody, New Yorker


O ciclo decorre actualmente no Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, e no Teaatro Campo Alegre, no Porto, avançando mais tarde para o auditório Charlot, em Setúbal, o TAGV, em Coimbra, o Theatro Circo de Braga, o CAE da Figueira da Foz e o Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco.


A Medeia Filmes orgulha-se de exibir nas suas telas de cinema a obra integral de um dos mestres do cinema francês contemporâneo, injusta e infelizmente votado ao esquecimento na actualidade, no espírito da missão professada de fazer chegar o grande cinema aos cinéfilos portugueses.