Programa Especial | RAÚL RUIZ PARA SIEMPRE

Dez anos depois do desaparecimento de Raúl Ruiz, celebramos a obra do cineasta com oito dos seus filmes que mais nos tocam, para ver no Cinema Nimas, em sessões únicas, a partir de 19 de Agosto. 

Em 1983, os Cahiers dedicavam um número monográfico a Raúl Ruiz (1941-2011), honra a que poucos cineastas tiveram direito, elegendo-o como o cineasta «francês» mais importante desde Bresson, Rohmer e Godard. No texto de apresentação, Serge Toubiana escrevia: «[é] o cineasta mais prolífico da nossa época, aquele cuja filmografia é “quase” impossível definir tal é a sua diversidade, esplendor e multiplicidade de formas de produção há mais de vinte anos». Essa produtividade e criatividade manteve-as Ruiz por mais três décadas, tendo ainda realizado várias obras-primas como O Tempo Reencontrado (1996), Klimt (2006) ou Mistérios de Lisboa (2010), por muitos considerado o zénite da sua obra. Reconhecido e aclamado no mundo inteiro, marcou presença e recebeu múltiplos prémios nos mais importantes festivais de cinema. 


Ao longo da sua impressionante carreira, Ruiz criou uma grande cumplicidade com o produtor Paulo Branco, que teve início nos anos 80, trabalhando com ele em Portugal e em França. Foram dez as longas-metragens de Raúl Ruiz filmadas em Portugal, e quinze os seus filmes produzidos ou co-produzidos por Paulo Branco. Desses filmes, três passaram pela competição na Selecção Oficial do Festival de Cannes. 


Raúl Ruiz deixou-nos a 19 de Agosto de 2011. Dez anos depois, recordamos a sua obra, dando início ao programa especial Raúl Ruiz Para Siempre, com a exibição de O Tempo Reencontrado (1996), em cópia digital restaurada, para ver no Cinema Nimas, dia 19 de Agosto, às 21 horas. A sessão contará ainda com a apresentação de Paulo Branco.