Ciclo "John Cassavetes"

14.05 10.06

Cinema Medeia Nimas - Lisboa

Há no mundo três ou quatro cineastas que são a essência do cinema moderno, mas, acima de todos, estará John Cassavetes (1929 – 1989). É, pois, de novo o tempo de regressarmos à sua obra, que influenciou (e continua a influenciar) um sem número de realizadores no mundo inteiro, entre os quais Bogdanovich, Scorsese, Eustache, Pialat, Rivette ou Hamaguchi. Foi, com a actriz Gena Rowland, com a qual se casou em 1954 e viveu até à sua morte precoce aos 59 anos, um dos pares mais criativos na história do cinema. Foi com ela que fez quase todos os seus filmes, e também com os amigos, como Peter Falk ou Bem Gazzara, impregnados pelo pulsar de uma vida partilhada de forma única.


Como escreveu Jim Jarmusch, os seus filmes “são sobre o amor, a confiança e a desconfiança, o isolamento, a alegria, a tristeza, o êxtase e a estupidez. São sobre a inquietação, a embriaguez, a resiliência e o desejo, sobre o humor, a teimosia, as falhas de comunicação e o medo”. São uma extensão da vida e estão, como refere Ray Carney [Cassavetes on Cassavetes]“cheios das suas experiências e dos seus sentimentos mais pessoais […] Cassavetes está dentro dos seus filmes, e as suas impressões sobre a vida estão em personagens como o Ben, de Sombras, o Richard, de Rostos, o Seymour, de Minnie e Moskowitz, a Mabel, de Uma Mulher sob Influência, o Cosmo de A Morte de um Apostador Chinês, e o Robert de Love Streams”.