Curtas-metragens de João César Monteiro

de João César Monteiro

  • Curtas-metragens de João César Monteiro | 
  • 1h45 | 
  • M/12 | 
  • 1979 | 
  • estreia 01.01.1979

sinopse

A MÃE (1978)

A Mãe é um dos primeiros ensaios de João César Monteiro sobre o universo da cultura oral portuguesa, contos de folclore e coloquialismos obscuros. O enredo desenvolve-se em torno de um conto tradicional sobre roubo, ganância, uma mãe ubíqua e as ligações entre os mundos dos vivos e dos mortos. Adaptação (ou fabricação) do conto tradicional português O Rico e o Pobre, extraído de versões compiladas por Carlos de Oliveira e José Gomes Ferreira em Contos Tradicionais Portugueses e por José Leite de Vasconcelos em Etnografia Portuguesa.


OS DOIS SOLDADOS (1978)

Dois camponeses de Trás-os-Montes são agora soldados que caminham por campos e caminhos até chegar junto de um rio. Um deles para saciar a fome e a sede aceita ficar cego. Pouco depois, descansa sobre um castanheiro com propriedades curativas. Entretanto, inesperados acontecimentos ajudam-no a recuperar a visão. De seguida, prepara-se para o reencontro com o companheiro.


O AMOR DAS TRÊS ROMÃS (1979)

Três romãs, a floresta, um príncipe e o seu escudeiro, meninas e feitiços, a preta Maria, as contradições do amor encantado. Em resumo, “os namorados nunca se separam” e filmes como este são para ser vistos e revistos numa descoberta activa da sua complexa “ingenuidade”.


CONSERVA ACABADA (1990)

Um cineasta prepara um filme, mas tudo indicia que a única coisa em que pensa é na sua capitosa secretária. Um pequeno filme, em jeito de «divertissement», com João César Monteiro travestido de João Raposão, cineasta lúbrico e cheio de expedientes, que imagina filmes sem nexo, espreita as coxas da secretária e se figura fazendo-lhe sessões de «casting». É uma sátira a uma certa vivência cinematográfica, caricatural e sem pretensões.


LETTERA AMOROSA (1995)

Um homem recebe a visita de uma jovem que lhe traz couratos de presente.


O BESTIÁRIO OU O CORTEJO DE ORFEU (1995)

Um homem prepara e serve o jantar para uma jovem visita feminina.


PASSEIO COM JOHNNY GUITAR (1996)

Vindo, sabe Deus de aonde, o senhor João de Deus regressa a casa com um estilhaço na cabeça: trata-se, sem trepanação à vista, de um fragmento da banda sonora do filme chamado Johnny Guitar. A cidade amanhece, anunciando outros passeios. Dizem que o senhor Monteiro, alter ego do senhor de Deus, já foi visto a passear com um certo Nicholas Ray.


“A sequência das três [primeiras curtas lidas por esta ordem], corresponde a um caminho estético que se percorre desde o Surrealismo de um Buñuel com nuance patafísica até à estética pop da nouvelle vague do lado Godard. Conserva Acabada cria uma sátira em que as muitas citações se resolvem no divertimento. Os três escólios de 1995 contam dois esboços em torno de A Comédia de Deus, a saber, Lettera Amorosa e Bestiário, e um caso à parte, Passeio com Johnny Guitar, o mais pequeno filme de todos. E este brevíssimo filme — exactamente como um poema — é um dos momentos capitais da obra de João César Monteiro.” –  F.C.M.


  • 1979 | 
  • Curta-metragem | 
  • 1h45 | 
  • M/12 | 
  • Portugal

estreia 01.01.1979

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