Onde Está a Liberdade?

de Roberto Rossellini

com Totò, Vera Molnar, Nita Dover, Franca Faldini

  • Dov'è la libertà...? | 
  • 1h31 | 
  • M/12 | Cópia Restaurada | 
  • 1954 | 
  • estreia 31.07.2025

sinopse

Salvatore / Totò, um barbeiro que esteve preso de 1930 a 1952, por um crime de ciúmes, passou ao lado da ascensão e queda do fascismo, da Segunda Guerra Mundial, da libertação de Itália pelas tropas americanas. Quando saiu, teve que recomeçar do zero.


“A Itália está cheia de expectativas por um ‘Mundo novo e melhor’. […] Em Dovè la Libertà? são ilustradas as expectativas traídas do pós-guerra […]. É um país que ainda possui as bactérias violentas do egoísmo e dos preconceitos gerados pelo fascismo." – Renzo Rossellini


"É uma parábola no mais puro estilo swiftiano [...] Para mim, é o mais belo filme de Rossellini." – Pierre Kast

  • 1954 | 
  • Comédia, Drama | 
  • Longa-metragem | 
  • 1h31 | 
  • M/12 | Cópia Restaurada | 
  • Itália

estreia 31.07.2025

festivais e prémios

Festival de Berlim 1988

biografia do realizador

Roberto Rossellini nasceu a 8 de Maio de 1906, em Roma, onde viria a morrer a 3 de Junho de 1977. A sua ligação ao cinema começou cedo na sua infância. O seu pai foi o responsável por construir a primeira sala de cinema de Roma, o Cinema Barberini, o que, segundo relatos, lhe permitiu ter acesso livre durante vários anos. Desempenhou diversas funções nas produções de vários filmes e realizou três filmes de propaganda encomendados pelo regime, La nave bianca (1941), Un pilota ritorna (1942) e L’uomo dalla croce (1943). Dois meses depois da libertação de Roma, em Junho de 1944, Rossellini começou a trabalhar no que viria a ser Roma, Cidade Aberta (1945). Estreado em 1945, foi filmado nas ruas de Roma, fora dos estúdios, com vários não-actores, e conta a história de um líder da resistência em fuga e daqueles que o ajudam. Roma, Cidade Aberta impulsionou o movimento neo-realista do cinema italiano e é considerado um dos filmes charneira do cinema moderno. É, ainda, o primeiro filme da chamada “Trilogia da Guerra” (ou “Trilogia Neo-Realista”), com Paisà – Libertação (1946) e Alemanha, Ano Zero (1948). Em 1950, realizou Stromboli, a primeira de várias colaborações com Ingrid Bergman (com quem viria a casar, depois de um caso amoroso extremamente polémico), que também incluem, entre outros, Europa 51 (1952) e Viagem em Itália (1954). Nestas, Rossellini expande o estilo neo-realista com reflexões metafísicas que ajudaram a definir o cinema moderno. Ainda neste período, realizou Onde Está a Liberdade? (1954), retrato contundente da Itália do pós-guerra, e O General Della Rovere (1959), que conjuga as reflexões morais e metafísicas com elementos neo-realistas no cenário da Itália ocupada pelos alemães. A partir de 1966, e até à sua morte, dedicou-se quase exclusivamente à televisão, com a realização de filmes e séries didácticos. Com uma obra caracterizada pela autenticidade documental e profundas reflexões metafísicas e filosóficas, Roberto Rossellini mudou radicalmente o curso da história do cinema, e a sua influência sobre nomes como Godard e Scorsese, entre tantos outros, é inestimável.

ficha técnica

Elenco: Totò, Vera Molnar, Nita Dover, Franca Faldini, Leopoldo Trieste


Argumento: Vitaliano Brancati, Ennio Flaiano, Antonio Pietrangeli, Roberto Rossellini, Vincenzo Talarico
Direcção de Fotografia: Aldo Tonti, Tonino delli Colli
Montagem: Jolanda Benvenutti
Produção: Carlo Ponti, Dino de Laurentiis
Distribuição: Leopardo Filmes