BRANCA DE NEVE, uma das obras mais livres do cinema português, regressa ao Cinema Nimas em sessão especial

No dia 11 de Janeiro, domingo, às 19h30, terá lugar a primeira exibição da nova cópia digital restaurada do filme em Portugal, apresentada pelo produtor Paulo Branco

Na altura foi escândalo, manchete e indignação pública. 26 anos depois, voltemos ao escuro. Voltar a BRANCA DE NEVE como ele pediu que fosse visto: numa sala escura, com tempo e risco. Um convite ao espectador para preencher a negrura com esperança, medo e luz. Aqui, cada imagem nasce dentro de vocês.


Adaptando a anti-fábula de Robert Walser, Monteiro fez o gesto mais radical da sua filmografia. Cobriu a câmara, deixou o ecrã quase negro, salvou apenas as vozes. O cinema recuou para avançar noutro lugar.


Sem redes sociais, o filme gerou uma tempestade nacional sobre dinheiros públicos, devoluções de apoios, limites da arte. A polémica ficou, mas a obra ficou ainda mais. BRANCA DE NEVE é uma experiência irrepetível, próxima da tradição oral, dos filmes mudos musicados ao vivo, dos contadores de histórias à volta da fogueira. Cada espectador vê um filme diferente. Cada sessão é única.


Nesta sessão especial, o produtor Paulo Branco apresenta o filme. Um encontro raro com uma das obras mais extremas, livres e incómodas do cinema português. Num tempo saturado de imagens, este filme pede outra coisa…


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