Estreias | NOCTURNO, AS ANDORINHAS DE CABUL e ENTRE A MORTE

Entre quinta e sexta-feira, estreiam-se três grandes obras cinematográficas: NOCTURNO de Gianfranco Rosi, AS ANDORINHAS DE CABUL (Zabou Breitman, Eléa Gobbé-Mévellec) e ENTRE A MORTE, do cineasta Hilal Baydarov.

As salas dos Cinemas Medeia vão receber histórias protagonizadas por personagens de carne e osso, mas também do universo da animação, que irão expor locais desolados e zonas de guerra onde os habitantes tentam recuperar as actividades do quotidiano. As lentes dos realizadores incidem na beleza e realidade que está para além dos conflitos.


NOCTURNO estreia-se esta quinta-feira, dia 10, nas salas de cinema de Lisboa e Porto, tendo como pano de fundo o Médio Oriente e as fronteiras entre o Iraque, o Curdistão, a Síria e o Líbano. Trata-se de uma zona flagelada pela tragédia de guerras civis, ditaduras ferozes, invasões estrangeiras e a intervenção monstruosa do ISIS. Em entrevista, Rosi afirmou que foi encontrando vários habitantes dessas zonas de guerra e ganhou, crescentemente, a convicção de que teria de contar as suas histórias.


Há exibições diárias no Cinema Nimas (Lisboa), no Teatro Campo Alegre e no Cinema Trindade, ambos no Porto. Destaque ainda para as duas sessões especiais - com apresentação do documentário - no Cinema Nimas de Lisboa: quarta-feira, 16 de Junho, a partir das 20h30, com apresentação de Ricardo Alexandre, e durante a manhã de domingo, dia 27, às 11 horas, com a presença e apresentação da realizadora Salomé Lamas. Vai decorrer uma sessão única a 28 de Junho, no TAGV – Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra), às 15h.


AS ANDORINHAS DE CABUL – uma obra-prima do universo da animação - chega pela primeira vez ao Cinema Nimas, igualmente a 10 de Junho. A história promete cativar com desenhos realistas, capazes de “transmitir a dureza das palavras com muita doçura, colocando perfeitamente em imagens o romance de Yasmina Khadra”, segundo Martinot-Largarde. (L’Humanité). 


O espectador vai poder contactar com a atmosfera Afegã, no Verão de 1998, quando o território era praticamente todo controlado pelos talibãs. Em Cabul, Mohsen e Zunaira são um casal de jovens namorados profundamente apaixonados que acreditam num futuro melhor, apesar da miséria e violência do dia-a-dia. Contudo, um gesto tonto de Moshen vai virar do avesso as suas vidas.


Por último, a 11 de Junho, estreia-se ENTRE A MORTE, um filme “sensorial, que reduz a vida a um elemento essencial fazendo-nos senti-lo em vez de percebê-lo”, conforme evidenciou Marc van de Klashorst na plataforma International Cinephile Society. A narrativa acompanha Davud, um jovem incompreendido e inquieto que tenta encontrar a sua família "verdadeira", aquela que trará amor e significado à sua vida. Ao longo de um estranho dia, a busca de Davud leva-o a incidentes inesperado que resultam em mortes e encontros com mulheres que lutam pela libertação. O protagonista é impelido numa viagem de auto-descoberta que o leva de volta ao lugar onde sempre viveu. Nesse mesmo lugar descobre o amor, mas talvez seja tarde demais.


Tanto AS ANDORINHAS DE CABUL, de Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec, com ENTRE A MORTE, uma longa-metragem de Hilal Baydarov, têm cinco sessões únicas a decorrer no Cinema Nimas (em Lisboa) desde as suas respectivas datas de estreia.