Ingmar Bergman está de regresso ao Nimas com um programa de 23 das suas obras-primas
A propósito do que de Ingmar Bergman se falou na recente estreia de VALOR SENTIMENTAL, de Joachim Trier, ainda em cartaz, é tempo de regressarmos à sua obra, uma das mais importantes na história do cinema.
Depois da grande retrospectiva de Hitchcock nos dois últimos meses, e que se conclui neste programa, voltamos a esta figura cimeira do cinema moderno com a paixão com que Godard viu os seus filmes, que, como os cinco ou seis de que fala e gosta de criticar com as palavras «É o mais belo dos filmes!»; «sabem oferecer e esconder o segredo de um mundo do qual são, simultaneamente, o único guardião e o fascinante reflexo. A verdade é a sua verdade. Carregam-na profundamente neles mesmos, e, ainda assim, a tela rasga-se a cada plano para a semear aos quatro ventos. Dizer deles: é o mais belo dos filmes, é dizer tudo. Porquê? Porque é assim mesmo.» [as palavras são de Godard, e nós sublinhámos: único].
Voltemos, pois, a Bergman e à sua irrefutável força hipnótica que nos atinge em cheio.