Joanne Woodward e Lee Remick protagonizam um dos ciclos da nova programação do Cinema Nimas
O programa terá lugar entre os dias 19 de Julho e 9 de Setembro, e incluirá obras do cinema clássico americano, como PAIXÕES QUE ESCALDAM, A INFLUÊNCIA DOS RAIOS GAMA NO COMPORTAMENTO DAS MARGARIDAS, QUANDO O RIO SE ENFURECE e ANATOMIA DE UM CRIME.
Joanne Woodward e Lee Remick cruzaram-se no filme PAIXÕES QUE ESCALDAM, de Martin Ritt (1958), no qual, a personagem de Newman, em fuga, apanha boleia num carro conduzido por Woodward. E se é Remick que com ele conversa o tempo todo da viagem, era para Joanne que Paul ia lançando olhares furtivos. Seria nesse ano que Woodward e Newman se casariam, e mais tarde tornaram-se um dos casais mais célebres de Hollywood. Ela, já grande estrela, com um Óscar na bagagem e várias nomeações. Ele, menos conhecido, cresceria como actor nos anos que se seguiram ao casamento, quando ela se afastou um pouco, dívida que Newman lhe “pagaria” nos filmes que ele começou a realizar e em que ela tinha os papéis principais, entre eles, os célebres RAQUEL, RAQUEL (1968), A INFLUÊNCIA DOS RAIOS GAMA… (1972), com o qual venceria o Prémio de Melhor Actriz em Cannes, e ALGEMAS DE CRISTAL (1987), onde adapta Tennessee Williams.
Lee Remick, que começara com Kazan, foi com ele que teve um dos melhores desempenhos da sua carreira, em QUANDO O RIO SE ENFURECE (1960). Trabalhou ainda, entre outros, com Preminger, Robert Mulligan, ou Paul Newman, em OS INDOMÁVEIS (1971), o único dos filmes que este realizou sem Woodward. Remick nunca alcançaria a fama de actrizes como Taylor ou Hepburn, mas o seu talento não ficava atrás, e preparava de forma apaixonada os seus papéis. A morte roubá-la-ia demasiado cedo, aos 55 anos.