MEMÓRIAS DO CÁRCERE chega às salas Medeia com o elogio da crítica
O novo filme de Sérgio Graciano é descrito como uma «notável adaptação» (João Antunes, JN) da obra homónima de Camilo Castelo Branco e «épico íntimo» em torno do escritor (Rui Tendinha, Expresso).
MEMÓRIAS DO CÁRCERE é um fascinante e vívido retrato de Camilo Castelo Branco (Albano Jerónimo), a partir de um dos episódios mais marcantes da sua vida, quando o escritor e Ana Plácido (Maria João Bastos) estiveram presos na Cadeia da Relação do Porto em virtude do célebre processo por adultério que abalou a sociedade portuguesa do séc. XIX. Uma colecção de histórias extraordinárias de gentes com existências amarguradas – falsários, parricidas, infanticidas, e até um rei – que Camilo ali ouviu e contou, com o seu inesgotável génio criativo, no livro «Memórias do Cárcere», que o filme adapta.
O filme, um dos grandes acontecimentos do cinema português deste ano, tem merecido os elogios da crítica. Vasco Câmara, para o jornal Público, descreve-o como «um pequeno apogeu de artesanato à medida de uma unidade de produção dos tempos antigos que se transcende nos décors, na direcção de actores, na fotografia». Rui Pedro Tendinha, no Expresso, elogia este «épico íntimo em torno de Camilo Castelo Branco», onde o olhar é «de cinema, tem alma, tem coração». Já José Vieira Mendes diz que o cenário do filme, transformado na Cadeia da Relação do Porto, «se transforma numa extraordinária fábrica de histórias». Transversal a todas estas, é o aplauso ao elenco, encabeçado por Albano Jerónimo no papel de Camilo, e Maria João Bastos no papel de Ana Plácido («inacreditáveis», segundo Rui Pedro Tendinha), e descrito por Eurico de Barros, para o Observador, como «harmonioso».
Hoje, a sessão de estreia no Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, contará com a presença do realizador, elenco, produtor e equipa, que conversarão com o público sobre o filme. No domingo, no Teatro Campo Alegre, a sessão das 15h30 contará com a apresentação do realizador e elenco.
O filme tem estreia marcada no Cinema Nimas, em Lisboa, Teatro Campo Alegre, no Porto, Cinema Charlot, em Setúbal, Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, Theatro Circo, em Braga, e Centro de Artes e Espectáculos, na Figueira da Foz.