NOCTURNO, de Gianfranco Rosi, é o filme da semana no Teatro Campo Alegre. Estreia-se a 10 de Junho.

Numa conversa entre os realizadores Alejandro González Iñárritu e Gianfranco Rosi a propósito de NOCTURNO, o mais recente filme do grande documentarista italiano, aquele afirmava: “Espero que o filme seja visto por muitas pessoas, porque é extraordinariamente bem feito. Esteticamente, poeticamente, cinematograficamente. E, ao mesmo tempo, tem uma grande força, é profundamente humano, e irradia conhecimento e sabedoria.”


Estreia-se esta quinta-feira, 10 de Junho, no Teatro Campo Alegre.

10 a 16 de Junho

Sessões todos os dias às 17h45 e 20h30 (sábado e domingo também às 15h)


Estreia nacional


NOCTURNO (Notturno)

de Gianfranco Rosi

Itália, França, Alemanha, 2020 – 1h40 | M/14


Festival de Veneza 2020 - Selecção Oficial, em Competição; Prémio UNICEF

Festival de Sevilha 2020 – Selecção Oficial; Prémio de Melhor Fotografia


Sinopse

Nocturno foi filmado ao longo de três anos no Médio Oriente, nas fronteiras entre o Iraque, o Curdistão, a Síria e o Líbano, numa zona flagelada pela tragédia sem fim de guerras civis, ditaduras ferozes, invasões estrangeiras e a intervenção monstruosa do ISIS. Em entrevista, Rosi afirmou que ao longo deste tempo foi encontrando várias pessoas que viviam naquelas zonas de guerra e quis contar as suas histórias, mostrar a sua vida quotidiana para além do conflito, as suas tentativas para refazer a sua existência em locais onde os ecos da guerra são uma presença constante, como um pesado fardo, que impossibilita qualquer plano para o futuro. Trazendo para o primeiro plano a humanidade daqueles que vivem ao longo das fronteiras que separam a vida do inferno, Nocturno é um filme de luz feito com a matéria sombria da história.


Imprensa

“As últimas duas décadas de documentário produziram muitas anatomias da história que tentam resumir vários milénios, mas os quadros sem fronteiras de Rosi revelam outro tipo de verdade em rostos, lugares e sentimentos puros.” The New York Times


“Nocturno evita os dispositivos explicativos comuns a muitos documentários, nomeadamente mapas gráficos, texto no écran que nomeia os lugares e as pessoas, ou até uma narração. ‘Os espectadores viajam de uma história para outra história, e para outra história’, diz Rosi sobre a estrutura de seu filme [que nos dá] todas as respostas que nenhuma entrevista, ou nenhuma narração daria.” Gianfranco Rosi em entrevista à Deadline


“Gianfranco Rosi apura aqui o que já era o seu método em Sacro GRA mas que, aliás, nesse filme criava obstáculos à relação emocional com o espectador. Como explicou em conferência de imprensa, depois de meses e meses a conhecer pessoas, a conquistar a sua proximidade, sem uma câmara na mão, tratou de filmar e em seguida arriscar com a montagem chegar a uma universalidade tal que o espectador não sinta necessidades ou perdas quando o filme deixa uma história e passa a outra e não seja demasiado informado sobre o contexto concreto de uma personagem para que não fique à espera do mesmo da seguinte. [...] Essa procura de ‘uma essência’, estratégia que o realizador diz ser de ‘subtracção’ para criar a experiência abstracta, é mais lograda em Notturno (o sentimento é musical) do que em Sacro GRA. E a própria escala de planos parece trabalhar o envolvimento emocional do espectador, justificar-se por ele e recompensá-lo [..].” Vasco Câmara, Público


Notturno é uma evocação lírica do êxodo do Oriente Médio.” BFI

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