Éric Rohmer, ou o Génio do Moderno Cinema Francês – Cinema Medeia Nimas

15.07 01.09

Cinema Medeia Nimas - Lisboa

Embora tenha começado a filmar ligeiramente mais tarde que eles, Éric Rohmer (1920-2010), era uma espécie de “irmão mais velho” entre os realizadores da nouvelle vague. Atraído pela literatura, foi primeiro professor e escritor, nos anos 50 passou a frequentar o meio cinéfilo entre os cineclubes e as revistas de cinema, onde se reuniria o núcleo que criou os Cahiers du Cinéma, que Rohmer dirigiu nos seus melhores anos. É quando deixa a redacção dos Cahiers, a partir de 1963, que vai começar uma carreira ininterrupta dedicada ao cinema, com a série Contos Morais, rodados entre 1962 e 1972, a partir de um livro que escrevera mas na altura ainda não publicara (em Portugal editado pela Cotovia), trabalhos de uma subtil e densa introspecção, onde se incluem alguns dos seus filmes mais célebres, como o conto erótico-filosófico A Minha Noite em Casa de Maud (1969), aquele que primeiro chamou a atenção do público para o seu cinema e foi mesmo nomeado para os Óscares, e O Joelho de Claire (1970). Veremos também o seu primeiro filme, O Signo do Leão (1959, inédito em sala em Portugal), sublime deambulação por Paris em pleno Agosto.


A sua obra varia entre o clássico e o moderno, a literatura e o cinema, e explora as contradições entre a moral e o desejo. Era um cineasta da precisão, mas sempre aberto aos pormenores inesperados, que incorporava nos seus filmes (ele próprio fala da enorme importância do acaso na sua obra). E nunca deixou de experimentar, oferecendo aos actores e actrizes com quem trabalhou muitos dos seus melhores papéis, ou revelando muitos deles: Jean-Louis Trintignant, Zouzou, Françoise Fabian, Fabrice Luchini, Pascale Ogier, Marie Rivière, Arielle Dombasle, Melvil Poupaud...


É a quase totalidade desta obra, uma verdadeira odisseia rohmeriana, que vos convidamos a (re)visitar, em quatro momentos, a partir de 15 de Julho, em novas cópias digitais restauradas, celebrando agora o centenário de um dos maiores realizadores franceses de todos os tempos, e o mais influente entre as novas gerações. Como se “gritou” nos Cahiers: ROHMER FOR EVER!


O SIGNO DO LEÃO (Le Signe du lion)


A COLECCIONADORA (La Collectionneuse)


O AMOR ÀS 3 DA TARDE (L’Amour l’après-midi)


O JOELHO DE CLAIRE (Le Genou de Claire)


A MINHA NOITE EM CASA DE MAUD (Ma Nuit chez Maud)


Sessão Única:

A PADEIRA DE MONCEAU (La Boulangère de Monceau) + A CARREIRA DE SUZANNE (La Carrière de Suzanne)