DRIVE MY CAR de Ryûsuke Hamaguchi – A grande estreia da semana

A espera terminou: é já a partir desta quinta-feira que se estreia nas salas de cinema um dos filmes mais surpreendentes do ano. DRIVE MY CAR, de Ryûsuke Hamaguchi pode ser finalmente visto no grande ecrã, a partir de hoje.

Deslumbrou no Festival de Cannes, onde competiu pela Palma de Ouro, na Selecção Oficial em Competição e de onde saiu com o prémio de Melhor Argumento, prémio FIPRESCI e o prémio do Júri Ecuménico. Desde então venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional, entre outras distinções e encontra-se nomeado aos prémios BAFTA em 3 categorias (Melhor Realização, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Filme Estrangeiro), somando 4 nomeações aos Óscares, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Filme Internacional.

Em Portugal teve a sua antestreia no LEFFEST, no âmbito da retrospectiva que o Lisbon & Sintra Film Festival lhe dedicou, e chega hoje ao circuito comercial de exibição. 


O que nos cativa de forma tão intensa no cinema deste cineasta japonês, que tem o seu zénite em Drive My Car, inspirado num conto de Haruki Murakami?

Desde logo, a qualidade da sua escrita, a sua perspicácia e intuição, que sentimos quando olhamos para as personagens que constrói, inteiras, corpo e verbo com uma aura de mistério; ou na forma como Hamaguchi regista o íntimo (Mathieu Macheret fala numa “cenografia da afectividade”) e aborda questões universais como o amor, a perda, a solidão, a memória. E em Drive My Car, onde o personagem principal é um actor e encenador, convidado a encenar O Tio Vânia de Tchekhov num festival de teatro em Hiroshima, as relações e a contaminação entre o teatro e a vida, entre o dentro e o fora do palco. A determinada altura, o encenador Kafuku, em conversa com o actor na peça Takatsuki, diz-lhe: “Tchekhov é aterrador. Quando dizemos as suas falas, o texto arranca-nos do nosso ‘eu’. Não sente isso?” Neste filme monumental e “luminoso”, a arte é o idioma universal que nos leva à compreensão da natureza humana.


«É impossível referir ou sintetizar numa simples crítica toda a riqueza de Drive My Car, o mais recente e brilhante filme do japonês Ryûsuke Hamaguchi.» Eurico de Barros, Observador


Um filme imperdível, para ver nas seguintes salas:


Diariamente

- Cinema Medeia Nimas, Lisboa

- Teatro Campo Alegre, Porto

- Cinema Charlot, Setúbal


Exibições únicas

- Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra > 14 e 28 Março

- Centro de Artes e Espectáculos, Figueira da Foz > 18 Março 

- Theatro Circo, Braga > 21 Março e 11 Abril 

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