Ciclo "Flashes do Novo ao novo cinema alemão"

11.09 05.10

Cinema Medeia Nimas - Lisboa

Em ano de celebração do 90º aniversário de Hans-Jürgen Syberberg, de quem mostraremos um dos filmes mais icónicos, Ludwig, Requiem para um Rei Virgem (1982), ‘irmão mais velho’ da geração nascida à volta do ano altamente simbólico de 1945, que faria o “novo cinema alemão” dos anos 70, com cineastas com percursos muito pessoais, programamos alguns flashes do Novo ao novo cinema alemão: Edgar Reitz, outro ‘irmão mais velho’, que nos trouxe recentemente um dos mais belos filmes, Leibnitz – Crónica de uma Pintura Perdida (2025), que tem enchido as salas sempre que é exibido, e de quem veremos também a prequela da sua série Heimat; Alexander Kluge, com o seu derradeiro filme, Orphea, reinvenção contemporânea do mito de Orfeu como se fosse uma opereta de Brecht ao ritmo da música rock, com incursões por mitologias várias e uma estética avant-garde, reflectindo também sobre a imigração e a xenofobia; Wim Wenders, com as Asas do Desejo (1987), escrito em colaboração com o Nobel da Literatura Peter Handke – e ainda a Sessão Especial do seu filme japonês Dias Perfeitos; até aos novos realizadores da chamada Escola de Berlim [Petzold, Maren Ade, Valeska Grisebach – que estreou este ano um novo filme em Cannes e de quem veremos o anterior Western (2017), à sua contemporânea Maria Speth, ao grande sucesso de público que foi Adeus, Lenine! (2003), de Wolfgang Becker, e às novas direcções pelas quais caminha uma das mais importantes cinematografias, com obras premiadas de Florian Henckel von Donnersmarck e Mascha Schilinski.