Sessões Especiais

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17-10-2018 até 12-12-2018, no Cinema Monumental

Ciclo: Há um psicanalista na plateia! O trauma no cinema.

Ciclo de cinema comentado - 17 Outubro a 12 de Dezembro no Cinema Medeia Monumental

Enquanto resposta à insegurança resultante de inúmeras ameaças reais ou subjectivas — colapso ecológico, crise económica, terrorismo, conflitos armados, retorno a várias formas de intolerância —, o trauma pode muito bem ser a marca de uma nova era que se vem instalando.
Um evento traumático envolve uma experiência ou uma série de experiências cujos impactos podem afectar as respostas/comportamentos do(s) sujeito(s) na sua vida quotidiana, desde as esferas sociais às esferas privadas e íntimas. Marcado pela cultura e pelos valores, do ponto de vista psíquico o trauma introduz uma ruptura no eixo espaço/tempo do indivíduo: paralisa a mente que fica condenada à repetição, na esperança de compreender e de se regenerar. Singular ou colectivo, o episódio traumático gera uma condição onde o afecto, associado à experiência, se torna da ordem do impensável e do irrepresentável, passando a ser vivido através da acção, e tendendo, quando não resolvido, a perpetuar-se transferindo-se geracionalmente, de pais para filhos, por vezes durante décadas.
O cinema tem vindo a apresentar-nos alguns ângulos de abordagem ao trauma, convertendo-se numa ferramenta útil para reflectir o modo como esta noção tem vindo a estruturar inúmeros discursos e visões sobre o nosso tempo e a nossa condição.
 
Organização: Instituto de História da Arte da FCSH-NOVA, Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Medeia Filmes e Leopardo Filmes
Curadoria: Bruno Marques, Cláudia Madeira, Conceição Tavares de Almeida, Giulia Lamoni, João Mendes Ferreira

Programação:

Qua, 17 Outubro, 19h
DE TANTO BATER O MEU CORAÇÃO PAROU, de Jacques Audiard (M/12 . 108’)
Convidados: Rui Aragão e Bruno Marques
Moderação: Giulia Lamoni
 
Qua, 31 Outubro, 19h
BEUYS, de Andres Veiel (M/12 . 107’)
Convidados: Cristina Pratas Cruzeiro e Vasco Santos
Moderação: Cláudia Madeira

Qua, 14 Novembro, 19h
A VALSA COM BASHIR, de Ari Folman (M/12 . 90')
Convidados: Clara Rowland e Maria do Carmo Sousa Lima
Moderação: João Mendes Ferreira

Qua, 28 Novembro, 19h
CORAÇÃO DE CÃO, de Laurie Anderson (M/12 . 76’)
Convidados: Luísa Vicente e Madalena Miranda
Moderação: Bruno Marques

Qua, 12 Dezembro, 19h
A HISTÓRIA DO CAMELO QUE CHORA, de Byambasuren Davaa e Luigi Falorni (M/6 . 90’)
Convidados: Maria Luís Borges Castro e Luís Mendonça
Moderação: Conceição Tavares de Almeida

Bilhetes: 5 euros

 

Bruno Marques
Bolseiro FCT em Pós-doutoramento no Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o cluster Photography and Film Studies. Leccionou, como Professor Auxiliar Convidado, no Departamento de História da arte da Universidade NOVA de Lisboa (2016-2017), no ISCE (2010-2015) e na ESAD.CR (2014). Comissariou várias exposições, tendo sido vencedor da Iniciativa Novos Comissários 2008. É autor do livro Mulheres do Século XVIII. Os Retratos (2006) e coordenou os volumes Sobre Julião Sarmento (Quetzal, 2012) e Arte & Erotismo (EAC/IHA-UNL, 2012, com Margarida Acciaiuoli). É autor de vários capítulos de livros e de artigos em revistas académicas nacionais - Convocarte, Revista de História de Arte, Aniki, Cultura - e Bolseiro FCT em Pós-doutoramento no Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o cluster Photography and Film Studies. Leccionou, como Professor Auxiliar Convidado, no Departamento de História da arte da Universidade NOVA de Lisboa (2016-2017), no ISCE (2010-2015) e na ESAD.CR (2014). Comissariou várias exposições, tendo sido vencedor da Iniciativa Novos Comissários 2008. É autor do livro Mulheres do Século XVIII. Os Retratos (2006) e coordenou os volumes Sobre Julião Sarmento (Quetzal, 2012) e Arte & Erotismo (EAC/IHA-UNL, 2012, com Margarida Acciaiuoli). É autor de vários capítulos de livros e de artigos em revistas académicas nacionais - Convocarte, Revista de História de Arte, Aniki, Cultura - e internacionais – Photographies, Philosophy of Photography, RIHA Journal, Quintana e MODOS. Revista de História da Arte. O seu trabalho de investigação centra-se nos Estudos de Género e Políticas Sexualidade na Fotografia, Cinema e Performance Arte, abordando tópicos como os da retratística e identidade, voyeurismo e vigilância, vida privada e intimidade, pornografia e erotismo, liberdade de expressão e censura.internacionais – Photographies, Philosophy of Photography, RIHA Journal, Quintana e MODOS. Revista de História da Arte. O seu trabalho de investigação centra-se nos Estudos de Género e Políticas Sexualidade na Fotografia, Cinema e Performance Arte, abordando tópicos como os da retratística e identidade, voyeurismo e vigilância, vida privada e intimidade, pornografia e erotismo, liberdade de expressão e censura.

Clara Rowland
É, desde outubro de 2016, Professora Associada no Departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Entre 2003 e 2016 foi docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirigiu o Mestrado e o Programa Internacional de Doutoramento FCT em Estudos Comparatistas e foi responsável pela criação e primeira direção do Mestrado em Estudos Brasileiros (FL-UL e ICS-UL). É investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da FL-UL e do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição da NOVA FCSH. Desenvolve o seu trabalho nas áreas da Literatura Brasileira, da Literatura Comparada e dos Estudos Interartes. Entre 2012 e 2016 foi coordenadora do projeto FCT Falso Movimento – estudos sobre escrita e cinema, no âmbito do qual editou, com José Bértolo, A escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015) e, com Tom Conley, Falso Movimento: ensaios sobre escrita e cinema (Cotovia, 2016). As suas publicações na área dos Estudos Brasileiros incluem ensaios sobre Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Bernardo Carvalho e Carlos Drummond de Andrade, entre outros. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narração na obra de João Guimarães Rosa foi publicado em 2011 pela editora da Unicamp (Brasil). Entre 2013 e 2015 integrou a Delegate Assembly da Modern Language Association of America.

Cláudia Madeira
Docente e investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Realizou o pós-doutoramento intitulado Arte Social. Arte Performativa? (2009-2012) e o doutoramento em Sociologia sobre Hibridismo nas Artes Performativas em Portugal (2007) no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É autora dos livros Híbrido. Do Mito ao Paradigma Invasor? (Mundos Sociais, 2010) e Novos Notáveis: Os Programadores Culturais(Celta, 2002). Escreveu vários artigos sobre novas formas de hibridismo e performatividade nas artes, tendo dedicado ao filme Beuys de Andres Viel uma leitura crítica no jornal Públlicohttps://www.publico.pt/2018/03/01/culturaipsilon/opiniao/a-revolucao-somos-nos-joseph-beuys-em-documentario-1804963

Conceição Tavares de Almeida
Psicóloga Clínica e da Saúde, Mestrado em Psicopatologia.
Psicanalista, membro titular didata da Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP) e da International Psychoanalytical Association (IPA).
Vice-presidente da atual Direção da SPP, orienta Seminários no Instituto de Psicanálise e coordena o Grupo de Trabalho Cowap sobre as questões ligadas ao feminino, ao género e ciclo de vida.
Assessora para a Infância e Adolescência do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde.
Exerceu atividade de docência universitária nas áreas de Psicologia Criminal e do Comportamento Desviante e Clínica.
Publicações em Psicanálise, Patologia Aditiva, Adolescência, prevenção e promoção da Saúde Mental.

Cristina Pratas Cruzeiro
Bolseira de Pós-Doutoramento da FCT (SFRH/BPD/116916/2016) com o projecto “Colaboração e Colisão: Intervenção pública e política da arte” no Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É investigadora integrada do IHA-FCSH e colaboradora do CIEBA – FBAUL. A sua área de investigação centra-se na relação das práticas artísticas com a sociedade em diferentes perspectivas, com especial enfoque para a articulação com a política.

Giulia Lamoni
Investigadora FCT no Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa / FCSH e Professora Auxiliar Convidada na mesma universidade. O seu trabalho de investigação foca-se nas relações entre arte contemporânea e feminismos, produção artística contemporânea e processos migratórios, e na história da arte contemporânea na e além da América Latina através da articulação de perspectivas transnacionais. Tem publicado textos em livros e catálogos de exposições de museus como Tate Modern, Centre Pompidou e Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e em revistas internacionais tais como Manifesta Journal, Third Text e n.paradoxa. Foi co-curadora da exposição “Co-habitar” na Casa da América Latina/ UCCLA em 2016-2017 e curadora de “Eugénia Mussa: Meridiano Pacífico” na Galeria Quadrum em 2017, ambas em Lisboa.

João Mendes Ferreira
Psicólogo clínico e sócio da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Criou e coordena os encontros Édipo em Alexandria – conversas na biblioteca da SPP. Também na SPP, participou, nos últimos três anos, na coordenação de um Grupo de Supervisão e Reflexão em Psicanálise, Educação e Relação Educativa. Faz clínica privada com crianças, adolescentes e adultos. Em contexto educativo, leciona e trabalha em avaliação psicológica, formação, consultoria e supervisão com educadores, professores, psicólogos escolares, equipas diretivas e famílias. É autor de comunicações/publicações em eventos/revistas de pedopsiquiatria, psicanálise e filosofia, e foi colaborador no JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, com artigos ensaísticos sobre psicologia, psicanálise, educação e cultura. Os seus trabalhos mais recentes incluem: Giotto, Procrustes et al.: notas acerca da Ética na Psicanálise (I Debate Psicanálise e Ética, Sociedade Portuguesa de Psicanálise, 7 março 2015); Trauma and Pornography – the monstrous and the mythic (2015 International Sándor Ferenczi Conference – Heritage of a Psychoanalytic Mind, Toronto, Canadá, 7 – 10 maio 2015); Trauma, esquecimento, mentira e narrativa (I Congresso de Psicanálise de Língua Portuguesa – Violência, Memória, Identidade, Lisboa, 12 – 14 maio 2016); Free Association, memory and the construction of psychic times (23rd International Psychoanalytical Studies Organization European Meeting Paris 2017 – Free Association, Paris, 6 – 8 outubro 2017).

Luís Mendonça
Doutorado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA). Deu aulas no âmbito de Cursos Livres da FCSH/NOVA. Escreveu vários artigos e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lugar/Vazio (2010), mostrada na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e no festival Panorama. Publicou em 2017 dois livros de cinema, Fotografia e Cinema Moderno: Os Cineastas Amadores do Pós-guerra (Edições Colibri), e outro, co-editado por si com Carlos Natálio e Ricardo Vieira Lisboa, intitulado O Cinema Não Morreu: Crítica e Cinefilia À pala de Walsh (Linha de Sombra).

Luísa Vicente
Psiquiatra e pedopsiquiatra.
Membro Didacta da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e Membro da Comissão de Ensino.
Foi Presidente do Instituto de Psicanálise e integrou a Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
Sócia Fundadora e Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicodrama Psicanalítico de Grupo.
Membro Didacta e Presidente da Comissão de Ensino da mesma.
Doutorada em Psiquiatria e Saúde Mental.
Professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Tem desenvolvido diversos Projectos de Investigação sobre Violência de Género e Maus-tratos na Infância e na Adolescência.
Publicou diversos artigos científicos em revistas nacionais e internacionais. É co-autora de vários livros.

Madalena Miranda
Cineasta, vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Ciências da Comunicação, é mestre em Antropologia e actualmente, bolseira FCT do doutoramento em Media Digitais – UT Austin Portugal. Realizou vários filmes, ficção e principalmente documentário, presentes em vários festivais.
 
Maria do Carmo Sousa Lima
Licenciatura em Filosofia (Lisboa) /Pos graduação em Psicologia Clínica da criança (Lovaina).
Membro Titular Didata (Sociedade Portuguesa de Psicanálise; Federação Europeia de Psicanálise; International Psychonalytical Association).
Psicanalista de crianças e de adultos.
Formadora e orientadora de Seminários no Instituto de Psicanálise.
Publicações em poesia, arte e psicanálise.
 
Maria Luís Borges de Castro
Licenciada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa.
Psiquiatra da Infância e Adolescência.
Psiquiatra, Chefe de Serviço Hospitalar do Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital de Dona Estefânia.
Membro Convidada Permanente da Sociedade Psicanalítica de Paris (SPP).
Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP).
Membro da International Psychonalytical Association (IPA).
Ex-Assistente Convidada da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa (FPCE-UCL).
Trabalhos publicados nas áreas de Psicanálise, Pedopsiquiatria, Psicossomática e Pedagogia.
 
Rui Aragão Oliveira
PhD em Psicologia Clínica.
Presidente da atual Direção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
Psicanalista Titular e com funções didáticas na Sociedade Portuguesa de Psicanálise, full member da International Psychoanalytical Association e da Federação Europeia. de Psicanálise.
Exerceu atividade de docência universitária e investigação no ensino Público (Universidade de Évora) e Privado (Instituto Psicologia Aplicada).
Dirigiu a Revista Portuguesa de Psicanálise e é membro do Editorial Board. Psychoanalysis.Today e do Comité de assessores do Livro Anual de Psicanálise (Edição Portuguesa).
Autor de um vasto número de artigos publicados em Revistas científicas da especialidade.                                                                                                                                            

Vasco Santos
Psicoterapeuta e Psicanalista.
Exerce actividade clínica e docente.
Director Adjunto da Revista Portuguesa de Psicanálise e formador no Instituto de Psicanálise de Lisboa.
Membro Associado da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association.
Tem colaboração diversificada nos domínios da reflexão literária e da Psicanálise aplicada.
Desenvolve também, desde 1979, uma singular actividade de editor, tendo fundado a editora Fenda e dirigido a revista com o mesmo nome.